Data e hora

imgBannerHistoria

 

 HISTÓRIA DA ÁGUA NA CIDADE DE PENAFIEL

 

Era ainda no tempo da Vila de Arrifana de Sousa (1741-1770), e a Câmara e Corregedores elaboraram regulamento na mesma vila para evitarem-se contestações sobre as águas dos chafarizes da Ajuda, de Chãs (hoje Praça Municipal), e da Igreja Matriz.

Nesse tempo não havia água canalizada nas habitações. Os moradores tinham no quintal um poço ou utilizavam a água das fontes públicas.

O problema da água, na cidade de Penafiel, é velho, e foi notório ao longo dos tempos.

O “Comércio do Porto”, em 6 de Agosto de 1868, refere que “a quadra que atravessamos tem feito sentir nos habitantes da cidade a falta de água… os principais tanques botam pouca  e muita gente estar neles até altas horas da noite”.

A Câmara determinou continuar a mina que na actualidade já conta com trinta metros. E anunciava em Agosto de 1890, “a empreitada da minagem desde o Largo de S. Bartolomeu até ao Monte do Povo (Sameiro), num orçamento de 315$840 réis”.

Depois, como a água não chegava, minava-se mais e era “já explorada no Monte de Chãos (Santa Marta), e canalizada para a mina geral”.

Em 1897,a água de nascente, era canalizada, em 900 metros, até ao Santuário de Nª. Sª. da Piedade e Santos Passos, e foram construídos os lagos no Parque.

Até os Bombeiros tinham problemas com a água. O poeta José Júlio, seu Comandante (1907) classificou a cidade em três zonas (boa, média e má) de abastecimento de água para os incêndios.

Em 1910, o “Comércio de Penafiel”, referia-se à Fonte do Carvalho (em frente à Clínica Arrifana de Sousa), que era a “única água boa e fresca que consola no Verão e a romagem que se faz àquela fonte até tarde da noite com grandes e pequenas vasilhas…”.

Sobre esta Fonte do Carvalho, corre a lenda e a tradição de que: “quem beber dessa água, nunca mais sai de Penafiel”.

A Câmara Municipal, a partir de 1927, deu atenção ao problema de falta de água, com pesquisas, e minagem em Perafita (Duas Igrejas). 

Foram-se construindo fontenários, fontes, bebedouros e lavadouros. E mantiveram-se os chafarizes existentes.

No ano de 1934, a Câmara Municipal de Penafiel gastava na rública de água: 104.742$50 (escudos), e o projecto de Perafita continuava.

Em Julho de 1945 concluíram-se os trabalhos de exploração de água em Perafita, com um caudal de 500 metros cúbicos por dia, construção de um depósito no Sameiro bem como a instalação de várias condutas pelos principais arruamentos da cidade e reforço no abastecimento de água aos tanques e fontanários da cidade. Nos anos seguintes a falta de água, mantinha-se com a população a crescer e o abastecimento de água a não acompanhar.

Em 1971, realizou-se a “obra de reforço do abastecimento de água à cidade e concelho a partir do Rio Sousa”, com uma conduta de água junto da Ponte das Coutinhas (Paredes).

Foi construído um depósito no Alto do Crasto (Santa Marta), pois o do Alto do Santuário (Sameiro), já não chegava para o consumo da cidade. No verão, era um “sacrifício”, a falta de água.

Em 1980/82, criou-se uma Associação de Municípios para abastecimento de água (Penafiel, Paredes e depois Lousada), que não teve efeitos práticos.

Assim a Câmara de Penafiel arrancava sozinha, com o projecto de “captação na margem direita junto à Ponte Duarte Pacheco” (Entre-os-Rios). O custo inicial era de 800.000 contos, e as grandiosas obras da captação e transporte de água, demoraram 10 anos a realizar-se, com a construção de depósitos de elevação de água, em Rio de Moinhos, Cabeça Santa, Peroselo, Rans e Duas Igrejas. Foi inaugurada em 23 de Julho de 1992. Era a obra do século como lhe chamou na ocasião, Justino do Fundo. E Penafiel passava então, a ser auto-suficiente de água e ainda abastecer outros concelhos vizinhos.

Seguiu-se ao longo dos últimos anos a montagem de infra-estrutura para o abastecimento de água ao domicílio, em todo concelho de Penafiel.

Hoje é a empresa “PENAFIEL VERDE”, que tem a missão de levar água a todos os Penafidelenses.

A água é um bem de todos cuide dela, porque “a água é vida”.

Texto de José Fernando Coelho Ferreira

 EMPRESA

Apresentação da Empresa

 

Voltar ao Topo